Dicas
22
dezembro

Estava no Brasil há menos de um mês desde que tinha voltado do Marrocos e surgiu a oportunidade de voltar para lá, só que dessa vez para acampar no Deserto do Sahara.
Não resisti, peguei minha mala semi desfeita e fui atrás do que me alimenta: diversão, desafio e aventura.
A viagem superou todas as expectativas. O Deserto do Sahara é o lugar aonde você pode encontrar paz nas areias virgens por quilômetros até perder de vista o horizonte e no pôr-do-sol cada dia mais iluminado. Mas óbvio que tudo isso seria muito calmo, então junto com dois amigos portugueses e mais quatro noruegueses fui atrás de boas ondas quebrando sozinhas e esperando por nós.
Para isso alugamos dois 4×4 potentes para rodar pela costa do Deserto, na mala do carro tinha barraca de camping, madeira, panela, muita água, comida, roupa de frio entre vários outros itens essenciais para você ter em uma viagem em que não se encontra nada em volta.
Entre uma caída e outra, obviamente sem ninguém, preparávamos o “almojanta” na fogueira, de vez em nunca você cruza com um pescador morador do deserto que vende os peixes ou troca-os por frutas, mas caso isso não aconteça é bom ter o cooler bem cheio.
No meio da trip, é claro que o nosso carro quebrou para aumentar a emoção da viagem, a maré começou a subir para o desespero das mulheres e a diversão dos homens, mas como no final tudo dá certo, o 4×4 voltou a funcionar devagar quase parando mas nos tirou da área de risco, montamos o acampamento e ficamos por ali mesmo.
No total foram 6 dias explorando a costa do Deserto, praticando o desapego. Os laptops, ipods e iphones ficaram sem bateria, não tínhamos sinal de celular, internet então, nem pensar…. Inclusive se desapegando dos cuidados higiênicos diários, era uma missão “ir no banheiro” mas como tudo é questão de costume, a ver areia em baixo e o céu acima se tornou divertido. Banho então, nem pensar… a água salgada era o que me mantinha limpa, mas confesso que levei meu John frieda, kerastase e effaclar e um dia tomei um “banho” no melhor estilo banho de gato com um pouco de água doce, um pouco de salgada e misturando tudo saí quase limpa.
Perrengue? Sim! Se faria tudo de novo? Com certeza!!!

Dicas: Roupa de borracha, muita comida e água, gasolina para carro, madeira, fósforo e álcool para acender a fogueira, roupas de frio.

Carro para alugar: La Point

Companhia aérea mais barata: Iberia

22
dezembro

Marrocos é um país difícil de ser descrito. Religioso, perigoso, com água fria e um povo eu diria que não muito receptivo.
Mesmo com essas características aparentemente não muito atraentes, por trás disso tem um país com altas ondas e muitas quebrando sozinhas. É surpreendente a extensão da costa marroquina que vai desde Taghazout até o Deserto do Sahara, é isso mesmo, tem ondas perfeitas e solitárias beirando o deserto. Mas falarei especialmente de lá em outro tópico.
Quase todos os vôos que saem do Brasil tem escala longa em Casablanca, vale uma visita na Mesquita de Hassan II. Para isso é necessário pegar um trem e depois um táxi, o local é lindo e expõe para pessoas de qualquer religião a cultura mulçumana.
De volta ao aeroporto, voei para Agadir para seguir rumo a Taghazout em torno de 1 hora de carro. Taghazout é um local bem turístico com boas ondas e muçulmanos menos radicais. O hotel La Source fica de frente para o pico Killers e acomoda muito bem 4 pessoas ou mais por apartamento, que inclui dois quartos, sala, cozinha e varanda.
A língua oficial do país é árabe, eles parecem estar brigando ao conversar porque sorriem e gritam ao mesmo tempo. Os homens se cumprimentam com beijo na bochecha que podem variar de um a quatro, a quantidade de beijos na bochecha está relacionada ao respeito pelo outro homem, quanto mais beijos, mais respeitado é quem recebe, claro que isso não é válido para as mulheres. Se você não fala árabe tudo bem, muitos falam francês e alguns arriscam o inglês.
Na região de Thagazout existem muitos picos de surfe, todos se chegam de carro e alguns são escondidos no meio da estrada, o ideal é ter um guia. A época de onda é a partir de setembro, mas a constância é mesmo de outubro a março.
Os picos de surfe por ali são: Killers, Boilers, Slabs, Chambre, Panomara, entre outros, a maioria dos picos são point breaks com ouriços. Camels beach é a praia aonde você encontra passeios de camelo, um pôr-do-sol maravilhoso e um restaurante a beira da areia.
O prato típico do Marrocos é o famoso tajin, que pode ser de carne de origem duvidosa ou peixe, e o couscous marroquino que é bem diferente do que conhecemos no Brasil.
Para o lado Norte de Taghazout, em torno de 1 hora e meia de carro, tem um lugar chamado Mswan com boas ondas e peixe na brasa assado na hora, dá para ficar em Taghazout e fazer um bate e volta.
Mudando a direção, para o lado Sul (em torno de 4 horas de carro de Taghazout) tem um lugar incrivelmente lindo e famoso pela forma de uma pata de elefante gigante (pode procurar nos guias turísticos), fica na area de Tiznit e Sidi-ifni e perto de lá tem o pico de surfe chamado Boats, muito difícil de ser encontrado. Para o Sul existem vários picos de surfe, que com um bom guia você pode aproveitar todos.
A caminho de Marrakesh, um lugar um pouco mais perigoso para mulheres, lá realmente temos que andar TODA coberta porque segundo a religião tudo o que está a mostra pode ser tocado, e eles tocam mesmo! Eu saí do hotel e o guardador de carro cuspiu na minha cara, isso mesmo, cuspiu na minha cara porque achou pouco o dinheiro que eu dei a ele pelo estacionamento do hotel que era de graça!! Típicos tratamentos marroquinos a mulheres viajando sozinhas e independentes que afrontam, mesmo sem saber e querer, a cultura do país.
A visita a praça Djema El Fna é chocante, parece ser dois lugares diferentes se for você for de dia ou à noite. É lá que você pode encontrar cobras e macacos dopados, no meio da praça que os marroquinos usam para chamar atenção do turista e ganhar dinheiro. O povo muito receptivo joga a cobra em cima de você, se você tirar foto e não der dinheiro, chega a ser cômico depois que você vai embora porque na hora é meio assustador.
Ainda em Marrakesh você pode encontrar feirinhas locais vendendo panos, tapetes, artesanatos e muitos souvenirs que não são encontrados em Taghazout.

Dicas: Roupa de borracha, botinha, roupas compridas para mulheres.
Não beber água que não seja da garrafa fechada.

Comprar óleo de Argan original.
Hotel em Taghazout: La Source ou La Point

Companhia aérea mais barata: Iberia

Contato: Alexandre Grilo

22
dezembro

A ideia de ir para a Islândia começou com um improvável projeto. Cinco amigos: Elias, Osaná, João, Mineiro e Vitinho estavam indo fazer helisnow por lá e vieram com a ideia de filmar. Para mim seria um duplo desafio, iria fazer o meu primeiro Documentário e um esporte diferente do ambiente que eu vivo, da água para neve. O orçamento ainda era alto, e faltavam menos de 2 meses para a trip, mas como tudo conspira a favor, na correria, tudo se resolveu e lá fomos nós.
Para o primeiro teste de resistência demoramos quase 3 dias para chegar na região de Akureyri, nosso destino final.
Saímos do Rio em direção a Amsterdã, seguimos direto para Noruega, aonde chegamos no Sandefjord Airport Torp e tivemos que pegar um trem por cerca de 2 horas para o Oslo Airport Gardemoen. De lá embarcamos para Reykjavík, já na Islândia mas ainda distante da fazenda que iríamos ficar. Dormimos por lá e de manhã cedo fomos para o aeroporto para finalmente chegar em Akureyri, ainda pegamos mais uma hora e meia de estrada encoberta de neve.
Chegamos na Fazenda do J.B, e o ambiente não podia ser melhor, longe de tudo, paz, silêncio, conforto e neve, muita neve. Falaram que pegamos a melhor nevasca dos últimos 20 anos, era neve até dizer chega e o cenário perfeito para o nosso documentário.
Foram 8 dias explorando cada descida de neve virgem, aprendendo sobre o risco de avalanches e como socorrer alguém, testando equipamentos, voando de helicóptero, convivendo 24 horas por dia sem ter para aonde fugir.
O esquema era ficar full time de olho na previsão, como tínhamos horas de helicóptero incluídas no pacote, não pretendíamos estourar porque a brincadeira não é barata, então a boa era aproveitar os momentos certos, de neve powder e sol para ir atrás das melhores montanhas e claro, das melhores imagens.
Entre uma descida e outra e o sorriso estampado no rosto de cada um, era hora da cervejinha, também inclusa no pacote, e das refeições, todas feitas por um Chef contratado que cuidava da entrada até a sobremesa e aconselhava os vinhos que combinavam com os pratos. Pequeno detalhe, o mercado mais próximo era a uma hora e meia de carro, então ou você comia, ou comia o que era servido. Não preciso dizer que passei mal, né?! Era um tal de peixe cru para um lado e carne de baleia para outro, que eu só ia dispensando os meus e os meninos é que se davam bem, e eu?? Corria para o chocolate e saciava a minha fome.
No meio da viagem teve um dia que realmente não dava para esquiar por causa das condições adversas de vento e “flat light, e sabe o que acontece quando 5 homens ficam sem fazer nada né?! Normalmente dá m…, antes disso e eles inventaram de fazer uma rampa para ficar saltando, o que acabou rendendo ótimas imagens filmadas em super slow e boas gargalhadas.

Dicas:
– Muitas roupas de frio
– Protetor solar
– Comida, tipo biscoitos e chocolates (juro que não é brincadeira, para quem é fresca como eu, vale a dica)

10
fevereiro

A Jamaica foi quase tudo o que eu pensava. O que te vem a cabeça quando você decide ir a Jamaica? Reggae, consequentemente Bob Marley e mais diretamente a maconha. Antes que me perguntem, a resposta é: NÃO! A maconha não é legalizada por lá, diferente do que muitos pensam. É verdade que é fácil de achar e que a maioria da população fuma em casa, mas você não cruza com um monte de jamaicanos “apertando um” no meio da rua.

Segundo pensamento: o reggae! Esse sim, está na fala de cada pessoa simpática que cruza o seu caminho, o povo na grande maioria rastafári é bastante receptivo e conversam quase cantarolando.

Cheguei para gravar em Kingston, capital do país, e onde normalmente o turista não fica, mas como estava atrás das ondas, lá era o melhor lugar. Fui recepcionada pelo querido Icah Wilmot, surfista local que tem a pousada Jamnesia onde fiquei hospedada com a equipe.

A pousada é bem simples, mas a dois passos da praia e perto do pico de surfe chamado Copa, fundo de pedra afiado e ninguém na água. Os picos de surfe são difíceis de achar e um guia é fundamental nessa busca, na época em que eu fui, em janeiro, o vento entrava cedo, então o mais importante era saber aonde ir e a que horas. Os melhores picos foram Lighthouse, direita e esquerda tubular em cima de um reef afiado, Makkas, Zoo, pico que foi destruído depois do último furação, e Roselle.

A ida a Boston Bay, ao norte, é essencial para sentir a energia jamaicana, pois lá é o lugar que carrega as raízes do surfe e tem uma das águas mais cristalinas que já vi na vida.

Fora o surfe, acredito que o local mais procurado para visita seja o Museu do Bob Marley, e mesmo sendo um clássico, não fugi do clichê porque o lugar é realmente demais!! Fora contar toda a história do ídolo do reggae, ser o local de moradia dele por anos, com o quarto, roupas e muitos toques pessoais. O mais impressionante é o estúdio que fica dentro da “casa-museu” de onde saíram muitas músicas das quais apreciamos hoje em dia.

A comida local ao meu gosto (fresco!! rsrs) é muito apimentada e não me encheu os olhos, a maioria deles é vegetariano, então tofu e proteínas estão sempre presentes. Acredito que em restaurantes mais chiques o cardápio seja mais variado, mas como o meu esquema era roots, um sanduíche de pão de forma com queijo e cream cheese me salvava.

Falando em esquema roots, dei de um cara com esses desafios daqueles que a vida nos coloca para nos testar. Logo no segundo dia de pousada, acabou a água! Isso mesmo, o banheiro que já era compartilhado por todos do local, um para mulheres e outro para homens, ficou sem água! Resultado?? Um dia dormindo salgada mesmo e no outro banho de cachoeira (no Rio Cane, frequentado pelo nosso amigo Bob) e assim foram por uns 10 dias. No início incomodava, mas no final assumo que já estava até acostumada com a situação! Damos sempre mais valor as coisas que temos quando perdemos, certo?! E assim foi….

O meu conselho para quem quer ir para Jamaica? Desapego! Vá com o coração aberto, conheça cada cantinho daquele país, não se prive somente ao Norte (aonde ficam a maioria dos turistas), converse com todo mundo que puder, os jamaicanos tem uma vibração contagiante e não deixe de ir a um show de reggae.

Ah, uma dica realmente importante e infelizmente negativa, a Jamaica é um dos países com maior índice de estupro, então todo cuidado é pouco na hora de mulheres saírem sozinhas, o melhor mesmo é sempre ter uma companhia masculina ao lado.

Outras dicas: muito filtro solar, repelente, máquina fotográfica para dentro d’água, havaianas, botinhas para o fundo de coral afiado, remédios para corte.

Companhia áerea: American Airlines

Aonde ficar: Pousada Jamnesia

Contato: Icah Wilmot

01
maio

Sabe aquela viagem dos sonhos? Pois é, ela tem nome e se chama Maldivas!

Quando fui gravar o Sol & Sal nos Atóis Sul das Maldivas não pensei duas vezes em esticar e tirar uma folguinha das gravações naquele lugar paradisíaco. Tudo o que eu quero quando tiro férias são altas ondas e água quente, e lá ainda veio no pacote água azul-piscina cristalina, coqueiros, ilhas desertas, amigas, namorado e a família dele para se tornar ainda mais inesquecível.

Foram 11 dias de altas ondas, a maioria das pessoas que conheço que já foram disseram que foi sorte, que é um lugar bom e constante mas nem tanto, mas como o mundo sempre conspira a favor (Obrigada Deus!!) tivemos 11 dias de ondas dos sonhos. Claro que nem tudo são flores e no final de tarde rolava uma correnteza, e um perrengue ou outro para entrar e sair de Lohis, pico em frente ao hotel que surfamos quase todos os dias.

O resort é um luxo, a suíte de casal tem banheiro a céu aberto aonde você pode tomar banho vendo as estrelas e uma banheira maravilhosa que não conseguimos usar por falta de tempo ou cansaço extremo, éramos capazes de dormir por lá mesmo e morrermos afogados! Rsrs

O esquema era acordar bem cedo, às 5 da manhã e ir para a primeira caída do dia sem café da manhã, mas também sem crowd, que não é muito mas quanto menos pessoas no pico melhor! Por volta das 9 saímos da água famintos e aí sim era hora do café, quem tem mil opções de pãeszinhos, queijos, frutas, etc. A única coisa que se deixa a desejar são os sucos de caixa, não ter nenhum suco natural é frustrante para nós brasileiros.

Hora de descansar um pouquinho no deck vendo as perfeitas ondas quebrando enquanto fazíamos a digestão e novamente para dentro d’água, saímos para almoçar um peixe fresco, meu prato favorito e encerrar o dia com a última caída.

Para quem não surfa, o resort oferece algumas opções entre mergulhos, pescas e massagens maravilhosas.

A noite, é hora da cervejinha para relaxar servida em diversos bares do resort, e o nosso escolhido era sempre o da piscina para dar aquela relaxada depois do dia puxado e ir para o jantar com o Buffet variado para todos os gostos.

Aquela ilha é realmente o SONHO, para surfar, descansar, se cansar, mergulhar, ninguém pode morrer sem ir para lá, com certeza o meu lugar preferido no mundo!

Dicas:
Biquínis, bermudas, repelente para mosquitos e muito filtro solar.
Algumas pessoas passam mal ou de calor ou pelo tempero da comida, é sempre bom levar um remédio para dor de barriga e para insolação.

Resort: Hudhuran Fushi – em frente a Lohis ou o resort de Pasta Point.

Companhia área: Emirates ou Qatar (os vôos da Emirates são mais confortáveis e o melhor é não pagar taxa de prancha)

Contato: Danilo – Surf travel
Email: atendimento2@surftravel.com.br